Breve Viagem pela Gastronomia
Portuguesa
Pratos e Doces da Cozinha de Portugal
Localizado na parte mais ocidental da Europa,
Portugal é um país com mais de 800 anos de história, um dos mais antigos do
mundo e composto por uma área continental e 2 arquipélagos: Açores e Madeira.
Do Minho ao Algarve, passando por Açores e Madeira,
Portugal tem um riquíssimo património cultural, resultado da mistura de várias
influências, como foram as civilizações que povoaram o território, dos celtas
aos fenícios, passando pelos romanos e pelos mouros, até às novas gerações, que
chegaram depois dos Descobrimentos. Portugal levou o velho mundo a outros
mundos e ganhou novas influências que se refletem nas mais diversas áreas, mas
o estilo das construções, a religião, a gastronomia, o folclore e até as
calçadas, são alguns dos principais marcos que diferenciam a cultura portuguesa
das demais.
A presença portuguesa no mundo ao longo da
história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos
territórios do império português, influenciou em ambos os sentidos, com os
Portugueses a importarem técnicas e novos ingredientes e a deixarem também a
sua marca, em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão.
Da Ásia, onde eram conhecidas pelo nome narang, as
laranjas chegaram à Europa através de Portugal no tempo das cruzadas. Da Índia,
os Portugueses trouxeram depois laranjas doces, que plantaram ao longo das suas
rotas no século XV, dada a sua importância no combate ao escorbuto que afectava
os marinheiros. Desde então, muitos países nomearem este fruto com o nome do
noso país, como o Búlgaro portokal, Grego portokali (πορτοκάλι), Persa
porteghal (پرتقال), e Romeno portocală. Também na língua napolitana da Itália,
portogallo ou purtualle, no Turco Portakal, Árabe al-burtuqal (البرتقال), e
Georgiano phortokhali (ფორთოხალი). Os portugueses foram ainda responsáveis pela
introdução de vários outros tipos de frutas na Europa.
Para além das especiarias vindas da Ásia, cujo
comércio os Portugueses dominaram, a influência oriental na gastronomia
portuguesa pode ver-se, tanto na canela desde então muito presente na doçaria
tradicional, como na tradicional “canja”, um caldo de galinha e arroz
tradicionalmente utilizado como terapia de convalescentes, que tem o seu
paralelo no asiático congee, cujo nome, ingredientes e utilização são
idênticos. Também do Oriente os Portugueses trouxeram o Chá fazendo a bebida tornar-se rapidamente popular na
Inglaterra, através da princesa D. Catarina de Bragança (filha do rei D.João
IV) que em 1662 se casou com o rei inglês Charles II, e levou consigo para
terras britânicas a tradição de beber chá e da compota de laranja amarga
(orange marmalade). Em breve a Europa começou a importar as folhas,
especialmente as classes abastadas da França e dos Países Baixos. Terão
igualmente sido os Portugueses a levar a primeira pimenta malagueta do novo
mundo para a Índia, através da Espanha, onde é hoje um ingrediente fundamental
baseado na sua forte utilização na culinária de Goa, centro da presença portuguesa
na Índia.
Os Portugueses deixaram também a sua influência na
culinária do Brasil, com variações da feijoada e da caldeirada. E em Goa, com
pratos como o vindalho, cujo nome tem origem no tempero tradicional de marinada
em vinha d’alhos, e na culinária macaense. O comércio português estendeu-se ao
Japão a partir de 1542. A doçaria portuguesa deixou marcas na culinária
japonesa, onde introduziu pela primeira vez o açúcar refinado, originando os
chamados Kompeito e ainda na adaptação dos fios de ovos e trouxas, que
originaram a especialidade japonesa keiran somen (鶏卵素麺),
ou “cabelos de anjo”. Esta receita tornou-se também muito popular na Tailândia
com o nome “Kanom Foy Tong”. O tradicional “pão de ló” derivou em Nagasaki no
bolo Castela (カステラ), Kasutera. A tempura, hábito de fritar alimentos
envoltos em polme, foi introduzida no Japão em meados do século XVI por
missionários portugueses, sendo inspirada no prato português “Peixinhos da
horta.”
A cultura portuguesa é fascinante para quem visita
ou mora no país. Quem anda pelas ruas das cidades respira a tradição de
Portugal, nas principais exibições e costumes da cultura portuguesa:
Vinho
Portugal é um famoso produtor de vinho há mais de
dois milênios, desde a chegada do povo romano com as suas técnicas de cultivo e
produção. E o segmento vinícola cresceu exponencialmente no país devido à
grande diversidade de castas de uvas existente.
Aliás, em nenhum outro ponto do continente europeu
há tantas castas para gerar vinhos, como os portugueses de altíssima qualidade.
Em Portugal existe ainda a Região Demarcada mais
antiga do planeta, no Douro. Esse local foi desenvolvido para garantir a
excelência mundialmente reconhecida do famoso Vinho do Porto.
Culinária e Costumes
A culinária de Portugal é muito diversificada e
rica. Pode-se encontrar uma grande variedade de receitas típicas em diferentes
lugares do país. Além disso, a cozinha portuguesa está muito relacionada ao
clima local.
Ainda, devido às particularidades da história
portuguesa, a gastronomia está dividida entre as áreas do Mediterrâneo e do
Atlântico.
1. Sardinha
Muito presente nas festas de São João e de Santo
Antônio, ou nas grandes reuniões de família, as sardinhas são feitas assadas na
grelha e servidas normalmente com pimentões verdes assados e batatas cozidas.
A sardinha assada faz parte da cultura portuguesa e
com o bacalhau, está entre os principais pratos da sua gastronomia. Estabelecida
como um dos pontos principais da chamada “exportação cultural”, a partir da
influência da sua maneira de ser, arte e culinária, indo até outros países e
continentes.
2. Bacalhau
O bacalhau é uma das comidas típicas de Portugal
mais famosas, e o peixe mais consumido no país. Existem diversas formas de
prepará-lo; como entrada ele é servido em forma de bolinho de bacalhau,
pataniscas ou até mesmo cru (a punheta de bacalhau, como se fosse um ceviche).
Como prato principal, ele pode ser à Gomes de Sá, à
Brás, com natas, assado com batatas, frito, com broa, entre diversas outras
maneiras. Normalmente o peixe é mais barato do que a carne de gado e os
portugueses comem realmente muito bacalhau, que além de ser saboroso, é
bastante saudável. Uma delícia da culinária portuguesa.
Pastéis de bacalhau
Os bolinhos conhecidos como pastéis de bacalhau são
uma relíquia de Portugal. Crocantes por fora e macios por dentro, normalmente
são servidos como entrada.
Pataniscas
Já as pataniscas de bacalhau são frituras que levam
farinha e ovo na sua produção, diferentes dos bolinhos de bacalhau que levam
apenas batatas para dar a liga.
3. Alheira
A alheira é um enchido (tipo linguiça), criado no
Norte do país mas consumido em todo o território. Defumada, pode ser feita com
carnes de caça, porco ou aves e preparadas fritas, assadas ou envolvidas em
massa folhada. É um prato delicioso!
4. Francesinha
A francesinha é uma comida típica de Portugal criada
no Porto e no norte do país, onde se come a melhor. Todos os turistas que
experimentam amam o sabor deste prato, feito com pão, bife, linguiça, bacon,
queijo, presunto ou fiambre, ovo estrelado e um delicioso molho com vinho do
Porto, tomate e pimenta piri-piri. São servidas com batatas fritas.
5. Cozido à portuguesa
Uma mistura para fortes: leva feijão, batata,
couve, nabo, cenoura, carne de porco, boi e frango, além de chouriço,
farinheira e morcela. Um prato super tradicional de Portugal.
6. Arroz de tomate
O arroz de tomate é outro prato típico de Portugal,
um arroz com tomate que é servido como acompanhamento para carnes e peixes.
7. Arroz de feijão
O arroz de feijão é o arroz já cozinhado com o
feijão, e é servido como acompanhamento de carnes e peixes.
8. Arroz de pato
O arroz de pato é quase um risoto, feito com carne
de pato que vai ao forno e é servido com chouriços por cima, mais uma delícia
da culinária portuguesa.
9. Iscas de Fígado
Cortadas em fatias, o mais fino possível.
Temperadas, num tacho de barro, com sal, pimenta, alho pisado, vinagre e vinho
branco, até cobrir as iscas. Juntar o baço, raspado e deixar marinar, o mais
possível. Fritar as iscas, em banha de porco e retirá-las; adicionar então, a
marinada com o baço, deixar reduzir e engrossar. Cobrir as iscas, com o molho e
servir com batatas cozidas, arroz ou batatas fritas.
10. Lampreia à Minhota
Lampreias amanhadas e cortadas em pedaços de 4 cm,
temperando com sal e pimenta. Refogar em manteiga, com cebola, cenoura, louro e
aromáticos. Refrescar com vinho branco e caldo de peixe. Tapar e deixar
cozinhar. Misturar parte do sangue e sumo de limão, mantendo em sítio quente,
sem ferver. Com o resto do sangue, preparar um arroz enxuto, que é servido ao
mesmo tempo. (O sangue, deve ter sido previamente misturado, com vinho tinto, o
que, aliás, é do conhecimento geral).
11. Lapantana
Pedaços de carne, de cabra ou carneiro, em tamanho
regular. Colocar num tacho, temperando com sal, pimenta, louro, ramo de salsa,
rodelas de cebola e vinho tinto, até cobrir completamente. Juntar uma pequena
porção de azeite e deixar marinar, 24 horas. No momento de cozinhar, adicionar
um bom pedaço de banha e meter no forno. Deixar cozer bem, tendo o cuidado de
substituir o vinho, que desaparece pela evaporação. Serve-se com batatas
cozidas ou coradas, ensopadas no próprio molho.
12, Lebrada
Pedaços, os quartos dianteiros da lebre. Colocá-los
num tacho de barro, com manteiga, banha de porco, toucinho picado, azeite e
cebola picada, previamente refogados. Juntar ao molho, um pouco de farinha de
trigo, deixando incorporar bem. Adicionar 2 dl de caldo, igual porção de vinho
tinto, sal, pimenta, noz-moscada e especiarias. Quando está quase cozinhado,
lança-se no molho o fígado cortado em pedaços. Fora do fogo, junta-se o sangue,
mistura-se bem e leva-se, novamente, a levantar fervura. Servir tal qual.
13. Leitão Assado à Portuguesa
Depois de preparado o leitão, limpa-se
interiormente e tiram-se-lhe as vísceras. Lava-se então, por dentro, com uma
mistura de vinho branco, dentes de alho pisados e sal. Deixar escorrer
pendurado, até ao momento de assar. Untar com azeite e banha, pondo numa
assadeira de barro, rodeado de cebolas, cenouras, louro, salsa, sal e pimenta.
Refrescar com vinho verde branco, tendo o cuidado de regar repetidamente com o
molho, para não deixar estalar a pele, com o excesso de calor.
Observação: A segunda parte da preparação, pode ser
feita, espetando o leitão, num tronco de loureiro descascado e expondo-o a fogo
forte, tendo o cuidado de untar com azeite, de vez em quando, para que a pele
não rebente.
14. Leitão à Bairrada
Preparar uma massa com banha, pimenta e alho, num
tacho de barro, sobre o fogo. Barrar o leitão por dentro e por fora, com essa
massa. Em seguida, proceder como se indica, na observação, da receita anterior,
refrescando o leitão, com vinho branco, adicionado do restante da massa, com que
se barrou. Servir quente ou frio, sendo, no entanto, mais aconselhável a
primeira modalidade. O molho, é servido quente, à parte.
15. Lombo de Porco à Nortenha
Marinar um lombo de porco, em partes iguais, de
vinho verde branco e vinagre, dentes de alho pisados, sal, pimenta, colorau,
folha de louro. Passadas 24 horas, assar no espeto, ou em tabuleiro, com banha
de porco em abundância. Servir com croquetes de batata.
16. Lulas recheadas
Lulas pequenas; sem cabeça e muito bem lavadas,
para rechear. Picar os tentáculos, asas e cabeça, depois de cozidos em água com
sal. Fazer um refogado com cebola picada, salsa, pimentos, azeite e colorau,
até a cebola estar loura. Adicionar o picado de lula. Tirar do fogo e juntar
gema de ovo e sumo de limão. Com esta mistura, encher os sacos das lulas, coser
a boca com um palito e deitar em água a ferver, durante algum tempo. Estufar,
num refogado, idêntico ao que se fez para o recheio, com bastante gordura.
Servir dentro do próprio molho.
17. Mão de Vaca Guisada
(A mão de vaca é designada no Brasil por Mocotó)
Depois de cozida e desossada, prepara-se um
refogado, com toucinho ou banha, cebola, salsa picada e pimenta. Juntar a mão
de vaca, deixando-a guisar e acrescentando a pouco e pouco, pequenas porções do
caldo da cozedura, até o molho estar apurado. Querendo, pode-se juntar ao
guisado, ervilha ou feijão branco, na altura de acrescentar o molho.
18. Migas à Alentejana
Açorda de pão de trigo. Servir com carne de porco,
cortada em pedacinhos, temperada com sal, pimenta, colorau, louro, vinho
branco, vinagre e alhos esmagados, frita depois de bem maquinada. (Noutras
regiões, chamam também, migas, ao miolo de pão de milho, feito em açorda crua,
com azeite, alho, sal e pimenta, adicionado de paio picado).
19. Migas de Feijão Branco
Açorda de pão de milho, como se diz na receita
anterior, adicionada de feijão branco cozido e um pouco da sua água.
20. Papas de Sarrabulho à Minhota
Galinha, presunto, vaca e vitela, cozidas e
desfiadas. Fazer uma açorda, com o caldo e pão de trigo. Juntar sangue de porco
cozido, desfeito. Temperar com sal, pimenta e cominhos.
21. Queijo da Serra da Estrela
O Queijo da Serra da Estrela é uma das comidas
típicas de Portugal mais importantes. Com uma casquinha por fora e cremoso por
dentro, é o mais antigo queijo do país. É considerado também uma das 7
Maravilhas da Gastronomia de Portugal.
22. Queijo de Azeitão
Esse queijo é tradicional da região de Azeitão, no
distrito de Setúbal (no sul do país). É um queijo com denominação de origem
protegida e feito com leite de ovelha.
11. Broa
A broa é típica de Portugal; trata-se de um pão de
milho ou centeio, preparado pelos camponeses
que normalmente é servido nas refeições em vez do pão de trigo, nas
regiões do interior.
Doces e Sobremesas
1. Pastel de Nata
O pastel de nata, é conhecido no Brasil como Pastel
de Belém. Mas em Portugal, o único Pastel de Belém fica em Lisboa, na região de
Belém.
Foi lá que nasceu esse doce português e até hoje
turistas de todo o mundo fazem filas para experimentar essa relíquia da
culinária portuguesa.
O pastel de nata é o doce português típico mais
conhecido no Brasil e um dos mais consumidos pelos portugueses, sobretudo os
lisboetas. Você pode encontrá-lo em, praticamente, todas as pastelarias,
doçarias, confeitarias e padarias do país. Seu acompanhamento perfeito é, sem
dúvidas, o cafezinho.
Muitos brasileiros costumam chamar essa pérola
conventual de Pastel de Belém. Tal confusão acontece por conta da famosa
receita produzida pela Pastelaria de Belém, a partir da criação original de um
pasteleiro do Mosteiro dos Jerónimos. É somente aqui, na antiga confeitaria de
Belém, fundada em 1837, que ele pode levar esse nome. Nos outros locais, são
mesmo os pastéis de nata.
2. Bola de Berlim
Inspirada na famosa Berliner, um doce típico
alemão, a Bola de Berlim chegou a Portugal pelas mãos das famílias judaicas que
fugiram da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
O que a difere da receita original é o seu recheio:
em vez das frutas vermelhas, usa-se creme à base de ovos, o famoso creme de
pasteleiro português.
Outra curiosidade engraçada é que a Bola de Berlim
é super popular no verão português. Pelas praias, espalham-se vendedores com
caixas vendendo o doce pelas areias e gritando: “Olha a boliiiiinha de
Berliiiim“. No Brasil, a Bola de Berlim ganhou o nome de Sonho e também outros
recheios.
3. Ovos Moles de Aveiro
Doce típico, tradicional de Aveiro (cerca de 75km
do Porto), é uma massa composta por gema de ovo, açúcar e água, envolvida por
uma película de massa fina cujo formato é inspirado, geralmente, em temas
marinhos, como animais e conchas.
O mais interessante dos Ovos Moles de Aveiro é que
eles só podem ser produzidos lá (e tem até uma legislação própria). Tudo isso
para evitar que a receita original seja perdida ao longo da história
4. Brisa do Liz
Bolo de Noz e Brisa do Liz (Leiria)
Quando o doce de ovos e as amêndoas são misturadas
por mãos habilidosas de confeiteiras e confeiteiros de Leiria, o resultado é um
doce incrível: a Brisa do Liz.
A história conta que essa iguaria muito parecida
com o quindim brasileiro nasceu no extinto Convento de Santana, em Leiria.
5. Pão de Ló
Além do conhecido, Pão de Ló, em Portugal, existe um
tradicional pão de ló que tem o centro bem cremoso, Há diversos locais que
produzem o pão de ló dessa forma. Em Alfeizerão está o mais conhecido, mas Ovar
tem um dos mais famosos e típicos do país.
6. Torta de Azeitão
Azeitão é uma vila, do outro lado do Rio Tejo para
quem está em Lisboa, conhecida principalmente por suas quintas produtoras de
vinho.
Torta, em Portugal, tem o mesmo significado de
“rocambole” no Brasil. As tortas conhecidas no Brasil são chamadas de “tartes”
em Portugal). E, como todo bom doce português típico, o ovo também é a estrela
dessa receita. Mas ainda tem a canela, que dá um toque especial.
Na Vila Nogueira de Azeitão há algumas pastelarias
e confeitarias especializadas nesse doce.
7. Tarte de Amêndoa
As pastelarias portuguesas costumam fazê-la em
diversos sabores, como chocolate, morango, limão… ou melado caramelizado
crocante,
8. Salame de Chocolate
Este é um doce tradicional de duas cozinhas : a portuguesa
e a italiana. Não é difícil encontrar o salame de chocolate por todo o país. E,
ele tem os seus méritos. Afinal, são poucos os doces portugueses feitos com
chocolate (perto da infinidade que leva ovos e amêndoas como protagonistas).
9. Travesseiro de Sintra
Não comer o divinal Travesseiro de Sintra é uma
heresia. Esse doce típico é composto por uma massa folhada coberta com açúcar e
recheada com creme de ovos e amêndoas.
10. Queijada de Sintra
Antes de deixar a vila de Sintra, é também forçoso
provar a Queijada de Sintra.
11. Pastel de Feijão
Faça a prova em Torres Vedras ou em Mafra (cerca de
35km de Lisboa). Depois de visitar o lindo Palácio Nacional de Mafra e seu
Convento – uma das maiores obras do barroco português, pode-se aproveitar para
levar um pão de Mafra – igualmente tradicional e gostoso.
12. Sericaia
A Sericaia é um clássico da região do Alentejo.
Como não poderia ser diferente da maioria dos doces portugueses, esse quase
bolo bem cremoso e macio é a mistura perfeita de ovos, limão, farinha, leite,
açúcar e canela. Tradicionalmente, é servido com ameixas de Elvas (em calda).
13. Queijada de Évora
Casquinha crocante com um recheio a base de ovos e
queijo fresco de ovelha.
14. Guardanapo
O guardanapo é um clássico das pastelarias de todo
o país. Esta massa de bolo bem fofinha, recheada com doce de ovos e dobrada como
um guardanapo de papel combina perfeitamente com um cafezinho.
15. Pudim da Batalha
Batalha é uma vila conhecida pelo seu Mosteiro, um
dos mais incríveis de Portugal, e visita obrigatória para quem vai até lá.
Porém, tomar um café acompanhado de um Pudim da Batalha é um “must”.
16. Queijada da Graciosa
O arquipélago português dos Açores também tem seus
doces típicos que fazem querer voltar lá.
17 – Cornucópias
É da cidade histórica de Alcobaça (na região centro
de Portugal) que vem as maravilhosas Cornucópias.
18 – Telha de Amêndoas
A telha de amêndoas sem ser um super doce típico, é
bom para quem gosta de variar.
19 – Frutos de Amêndoa
Este doce algarvio é bem diferente dos que se
encontram no resto do país pois tem origem árabe (os muçulmanos estiveram no
território onde hoje pertence a Portugal do Séc. VIII ao Séc. XIII, época em
que o rei D. Afonso III terminou a Reconquista Cristã), já que as amendoeiras
estão presentes na região desde esse período.
20 – Pastel de Tentúgal
A finura e a crocância da massa do Pastel de
Tentúgal são quase indescritíveis. O recheio de doce de ovos dá o tom a essa
maravilha que se pode provar em várias pastelarias da Cidade ou em Coimbra, se
não puder deslocar-se até lá.
A receita deste doce teria surgido no Convento da
Nossa Senhora da Natividade a partir do Séc. XVI. Por ser uma iguaria de
Indicação Geográfica Protegida (IGP) ele só pode ser produzido em uma área
delimitada, nas vilas de Tentúgal e Montemor-o-Velho, nos arredores de Coimbra.
Além do sabor (não muito doce), o grande
diferencial do Pastel de Tentúgal é que a massa é esticada pelas mãos mágicas
das doceiras em uma sala grande para que ela fique bem fininha (0,06 – 0,15
mm).
21 - Cavacas das Caldas
Diz-se que os últimos são os primeiros, e aqui não
podia ser diferente. As bem conhecidas Cavacas das Caldas da Raínha, cidade a
100 km de Lisboa, famosa também pelas suas louças, são um doce que vale a pena
saborear.
22 - Trouxas de Ovos
As trouxas de ovos são preparadas com ovos e
açúcar. Têm o aspeto de rolos amarelos brilhantes, mergulhados numa calda de
açúcar. Medem cerca de 5 cm, têm um diâmetro de cerca de 3 cm e pesam 90 g.
Para além de vendidas à unidade, apresentam-se em caixas de plástico, baixas e
redondas, que contêm o número de trouxas que o cliente deseja comprar.
Não se sabe a sua origem nem o seu nascimento
exato, mas o escritor Eça de Queiroz (1845/1900) escreveu, referindo-se a este
doce tão popular: «... com o meu cartucho de ovos, lá fui subindo,
melancolicamente, ao lado do Dr. Margaride, a Rua Nova do Carmo...»
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