O Supervisor e A sua influência
na satisfação no trabalho
A forma de comunicação entre um superior e o seu subordinado tem uma
influência importante na satisfação no local de trabalho. A maneira pela qual o
subordinado analisa o comportamento do supervisor pode influenciar
positivamente ou negativamente a sua satisfação no trabalho. Comportamentos de
comunicação tais como, aperto de mão, palmada nas costas e expressão vocal
positiva, são cruciais para a relação entre superior e subordinado. Mensagens
não verbais ou gestuais positivas, desempenham um papel central na interacção
interpessoal com relação à formação de impressão e expressão emocional. Um
polegar voltado para cima, bater palmas para comemorar um sucesso, ou um dedo
indicador bamboleante, são gestos de contacto contínuo não verbal do
supervisor, que ajudam a aumentar a participação interpessoal com os seus
subordinados, e afectam a satisfação destes no trabalho. O modo descontraído
pelo qual os supervisores se comunicam com os seus subordinados pode ser mais
importante do que o conteúdo verbal. Indivíduos que antipatizam e pensam
negativamente sobre o seu supervisor estão menos dispostos a comunicar-se ou a
ter motivação para trabalhar, enquanto indivíduos que gostam e pensam
positivamente do seu supervisor são mais propensos a comunicar-se e estão
satisfeitos com o seu ambiente de trabalho. A relação de um subordinado com o
seu supervisor é um aspecto muito importante no local de trabalho. O supervisor
que usa o imediatismo não verbal descontraído, com simpatia e com linhas de
comunicação abertas, está mais propenso a receber retorno positivo e a
conseguir alta satisfação no trabalho dos seus subordinados, enquanto um
supervisor tenso, hostil ou pouco disposto a se comunicar, irá naturalmente
receber um retorno negativo e baixa satisfação no trabalho dos seus
subordinados.
e sua implicação na
satisfação no trabalho
As relações e as implicações práticas destas na satisfação no trabalho,
podem ser um importante indicador de como os funcionários se sentem sobre o seu
emprego e um prenunciador de comportamentos de trabalho negativos, tais como
problemas organizacionais, absentismo e baixa qualidade de serviços.
Uma das constactações observadas numa pesquisa comum, foi que a
satisfação no trabalho está correlacionada com a satisfação com a vida e que
esta correlação é recíproca, pois pessoas que estão satisfeitas com a vida
tendem a estar satisfeitas com o seu trabalho. Assim, fica patente que a satisfação
pessoal dos funcionários deve ser um desafio primário para os gestores.
Outra constatação importante, mas esta para as organizações, foi a de
ter sido observado que a satisfação no trabalho tem uma correlação bastante
ténue com a produtividade. Esta é uma peça fundamental de informação para
pesquisadores e empresas, pois a ideia de que o desempenho no trabalho e a
satisfação estão directamente relacionados entre si é frequentemente citada na
mídia e em alguma literatura de gestão não-académicas. Em essência, a relação
de satisfação e produtividade não é necessariamente simples, e pode ser
influenciada por uma série de outras concepções relacionadas com o trabalho,
tal como a noção de que "um trabalhador feliz é um trabalhador
produtivo" a qual não deve servir como base para a tomada de decisões
organizacionais no trabalho. A relação entre desempenho e satisfação no
trabalho é hoje vista como um relacionamento artificial, visto que desempenho e
satisfação estão mais ligados às reações da personalidade individual. A
personalidade do empregado pode ser mais importante com relação ao desempenho
do que a satisfação no trabalho, razão pela qual é importante vigiar o tipo de
relacionamento mantido com os supervisores e pelo pessoal entre si, como forma
de manter uma boa cultura de empresa, visando a produtividade e a qualidade do
serviço.
Pelo estudo e compreensão da atitude defensiva do carácter, Reich
desenvolveu uma metodologia técnica para a análise e a diminuição dos aspectos
não saudáveis deste, ou seja, dos seus aspectos defensivos. Chamou essa
metodologia de análise do carácter. Ela consiste basicamente em perceber a
forma de comportamento do analisando, e conscientizá-lo dos aspectos defensivos
que mais o prejudicam. Essa conscientização dá-se em três níveis básicos: o
psíquico afectivo comportamental relacional, a contrapartida orgânica muscular
(correspondência da contracção muscular), e o estrangulamento energético.
Embora não faça parte de nenhum dos
trabalhos que temos vindo a citar, podemos indicar como ajuda, que são traços
positivos de carácter, os seguintes:
·
aceitar
sempre as críticas e as recomendações com benevolência,
·
apresentar
as qualidades desejáveis nos princípios positivos de comportamento (alegria,
simpatia, postura, estabilidade), da moralidade e da ética,
·
cooperar em
conformidade com os regulamentos de empresa, relativos à propriedade, padrões,
serviço, relacionamento, etc.,
·
demonstrar
padrões elevados de honestidade e confiabilidade, cortesia, preocupação com o
cliente e colegas de serviço e respeito pelos outros,
·
observar instruções e normas, ser pontual e cumpridor
dentro e fora do local de trabalho,
·
demonstrar
capacidade de concentração, auto-disciplina e atenção sustentada, e mostrar
perseverança e aplicação no seu trabalho,
·
obediência
às normas, evitando abusos e mostrando relutância para lucrar com os erros dos
outros,
·
trabalhar
activamente para melhorar o ambiente de trabalho, evitar más influências e
aceitar contribuições para melhor compreender os traços de personalidade de
seres humanos e seus comportamentos.
O Homem foi, durante muitas gerações, considerado um
animal de trabalho, um aglomerado de músculos produtivos, dos quais deveria
sair produção e rentabilidade (teoria X).
Com a evolução dos movimentos e a organização dos
trabalhadores, criou-se a consciência de que o Homem era, afinal, um ser
humano, que tinha coração e sentimentos e que devia, portanto, ser avaliado na
base desta constatação.
Criou-se assim a teoria das motivações, e começaram a
ser usadas as técnicas de relações humanas aplicadas ao trabalho, buscando a
produtividade necessária através dos sentimentos e emoções do indivíduo (teoria
Y).
Em dado momento, surgiu a grande revelação para os
responsáveis pelo trabalho. O Homem tinha cérebro, pensava!
E a partir daí, foi estabelecido que a melhor forma de
conseguir que ele se identificasse com o que fazia, era deixá-lo participar com
as suas ideias. Quando contribuisse, ele apoiaria tudo aquilo em que fosse
chamado a participar (teoria Z).
A participação dos empregados é hoje a meta principal
dos que pretendem melhorar a produtividade e o ambiente de trabalho na
organização.
Uma das principais obrigações do gestor é, pois,
conhecer bem o seu estabelecimento e os seus trabalhadores, e fazer também que
os que nela trabalham, conheçam a
empresa e a ele próprio. O bom conhecimento, faz o bom relacionamento. O passo
seguinte, deve ser o da participação.
Nem todos terão, inicialmente, a mesma capacidade de
participação, por não terem o mesmo grau de conhecimentos. A formação, contudo,
poderá resolver esta parte do problema; os que sabem menos também possuem
capacidades e, como tal, podem aprender, apenas precisam ser ensinados. Se
podemos ‘ensinar’ uma máquina como o computador, por que não ensinar um ser
humano? Se quantificarmos o custo da ignorância, verificaremos que a formação é
sempre mais económica.
A empresa, através dos seus responsáveis, deve
considerar o seu pessoal, uma mais valia e os seus clientes, como um património
que deve ser preservado a todo o custo. Qualquer formação deve pois começar por
descrever e identificar o cliente, para todo o pessoal. Na maior parte das
empresas prepara-se tudo e explicam-se todos os pormenores ao pessoal, sem
nunca falar no cliente, que deve, afinal, ser o primeiro a ser analisado em
qualquer acção deste género.
Quanto mais rico for o conhecimento do empregado, mais
rica será a empresa que o utiliza.
A valorização do indivíduo melhora o ambiente de
trabalho e, como tal, o relacionamento. Empregados com sólida formação e
motivados, prestam melhores serviços aos
clientes e melhoram o relacionamento destes com a empresa.
Na maior parte das vezes, os grandes problemas derivam
da cultura da empresa. As admissões e as demissões não trarão melhoria alguma.
Deve-se analisar a verdadeira raiz do problema.
Numa grande maioria dos casos, os empregados nas linhas
de base não se identificam com o bom ou mau nome da empresa, nem se sentem a
ele ligados, pelo que não estão alertados para o que, bem ou mal, possa afectar
essa área. Estão apenas preocupados com o seu caso pessoal.
Ao produzir, o empregado procura apenas desempenhar-se
de uma tarefa de que foi incumbido. Por não conhecer os vários passos do
processo, não se identifica com o produto.
O empregado que se habituou a cumprir apenas (ou a
evitar cumprir) ordens, sem nunca ter sido chamado a dar a sua opinião, não
desenvolve qualquer sentido de responsabilidade – logo, atribuir-lhe
responsabilidade é puro devaneio.
Quem executa, deve estar preparado para executar, mas
também para avaliar. Não apenas se o trabalho está feito, mas também se está
feito com qualidade e dentro dos padrões estabelecidos.
Para que isso seja atingido, o empregado deve ser
elevado a um grau superior de profissionalismo e participação, através do
orgulho pelo trabalho bem feito e da sua contribuição para o resultado final.
Chefes e SUPERVISORES
Neste tipo de formação, pode começar-se com a delegação de
responsabilidades, de modo a que o empregado beneficie e aproveite com o
resultado das suas próprias acções. A formação de chefes deve incluir
conhecimentos profundos de gestão.
A delegação gradual e cuidadosa, da responsabilidade e da autoridade,
assegura da maneira mais correcta, a nosso ver, a obtenção de capacidades para
enfrentar as situações, sem incorrer no risco de fazer perigar as estruturas da
organização, por uma extemporânea tomada de posição, pelo facto de o empregado
estar despreparado.
O ensino e a formação não devem constar apenas de explicações, mas devem
também fornecer ajuda e encaminhamento, sempre que seja necessário.
Os assistentes podem ser deixados com liberdade de decisão nos sectores em
que já possuam conhecimentos suficientes. Isso proporcionar-lhes-á autoridade e
confiança na sua capacidade.
Se um empregado consciente desejar assumir lugar de responsabilidade,
procurará adquirir o maior número possível de conhecimentos que lhe permitam
cumprir cabalmente a sua missão. O director que o ajudar, além de cumprir a sua
obrigação, estará se sobrepondo, pela lógica, ao método usado até há pouco na
indústria hoteleira de deixar as coisas acontecer.
Uma das boas formas de proceder à formação de assistentes de direcção, é a
supervisão periódica dos serviços, a qual desenvolve poder de observação e
perspicácia. Nas páginas seguintes, apresentamos uma lista que pode servir de
base nas inspeções periódicas de um hotel, com as alterações necessárias de
acordo com as dimensões do estabelecimento.
Usando esta lista como um guia para verificação dos pontos enumerados, o
assistente gerará um relatório para o director, com a sua opinião sobre o que
tiver verificado. Este tomará as providências que achar necessárias, mas poderá
também solicitar ao assistente a sua opinião sobre as providências a tomar,
analizando depois em conjunto as duas opiniões para uma decisão final
definitiva.
ESQUEMA DE UM PLANO DE
INSPECÇÃO DE HOTEL
PARA USO PERIÓDICO, MEDIANTE O CRITÉRIO DO
DIRECTOR GERAL, MAS COM PRAZOS NUNCA SUPERIORES A UM MÊS
|
Áreas Externas:
Bom aspecto
Boa limpeza
Escadas e passagens desimpedidas
Jardim cuidado
Piscina limpa, cuidada e arrumada
|
Hall e Salões:
Mobília, paredes, teto, iluminação
Estofados limpos e com bom aspecto
Iluminação
Sanitários limpos e com suprimentos
Senhoras - Homens
|
|
Recepção e Reservas:
Arrumação
Atendimento
Cumprimento de normas
Documentos oficiais
Chaveiro em ordem
|
Manutenção Geral:
Caldeiras
Ar condicionado
Bombas
Central de telefones e de som
Elevadores
|
|
Lavandaria – Rouparia:
Aspecto e arrumação geral
Máquinas e equipamentos
Organização
Apresentação do pessoal
Qualidade final das roupas
|
Salões de Reuniões:
Aspecto dos locais e mobiliário
Estado/apresentação dos equipamentos
Arrumação dos locais
Funcionamento do ar condicionado e iluminação
Apresentação do pessoal
|
|
Quartos:
Aspecto geral e conservação
Portas e fechaduras
Controlos de temperatura
Apresentação final do quarto
Apliques, abajures e lâmpadas
Aspecto e limpeza da alcatifa
Apresentação e colocação dos impressos
Minibares(apresentação e abastecimento)
Televisores e outros equipamentos
Suprimentos
Casas de banho - limpeza e apresentação
|
Restaurante:
Atmosfera
Serviço
Apresentação dos
pratos
Aspecto
da mise-en-place
Apresentação do buffet
Apresentaçãoe postura
do pessoal Uuniformes
Mobiliário e
acessórios
Apresentação das
ementas
Selecção de pratos e
vinhos
Qualidade do
pequeno-almoço
Limpeza e higiene
geral
|
|
Room Service:
Serviço rápido de pequeno-almoço nos quartos.
Serviço cuidado nos outros horários
Padrões iguais em todos os horários
Boa
apresentação de pratos e bandejas ou carrinhos
Rápida retirada das bandejas servidas
Atendimento do pessoal
Apresentação
e postura do pessoal
Uniformes
Higiene e sanidade
|
Bar:
Qualidade do ambiente
Iluminação apropriada
Apresentação do mobiliário
Qualidade do atendimento
Apresentação das Cartas
Qualidade das bebidas
Qualidade
de salgadinhos e aperitivos pagos
Apresentação
e Postura do Pessoal
Uniformes
Higiene e sanidade
|
|
Cozinha: (geral)
Aspecto geral e manutenção
Limpeza da hote e filtros de ar
Extintores
Insectos
Limpeza geral
Recipientes
para lixo de acordo com as
normas
Apresentação e eficiência do pessoal
Equipamentos ( fixos e portáteis)
|
Cozinha: (sanidade e segurança)
Lava-louças bem operado
Detergentes sem desperdício
Temperatura da água
Tanques bem limpos e sem gorduras
Boa arrumação das louças de trabalho
Ralos limpos e desentupidos
Pisos bem limpos e sem gorduras
Kit
de primeiros socorros
|
|
Cozinha: (comidas e abastecimentos)
Câmaras
bem arrumadas, sem cheiros ou
sobras
Câmaras
com termómetros regulados
Comidas
cobertas e de acordo com
As normas
legais
Boa
qualidade das carnes, legumes e frutas
Pastelaria
e copas bem arrumadas e
abastecidas
Prazos de
validade verificados e
respeitados
|
Segurança:
Controlo
da entrada e saída de
pessoal e
visitantes,
Controlo
da entrada e saída de materiais,
Hidrantes,extintores,
equipamentos e
sinalização
Formação
do pessoal
Medidas em
caso de evacuação
Alarmes testados
Possíveis
causas de acidente eliminadas
|
|
Pessoal: (geral)
Disciplina, horários e normas
Cartão de ponto controlado
Admissão e demissão dentro das
normas
Armários bem cuidados
Vestiários e banhos bem cuidados e
limpos
Refeitório limpo e arrumado
Apresentação geral e uniformes
|
Telefones:
Controlo de ligações conforme
as normas
Locais arrumados
Listas telefónicas das cidades
SOS (números mais usados)
Equipamento cuidado
Apresentação e simpatia do pessoal
Sistema e equipamentos em bom estado
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário